Navigate / search

NÃO PODEMOS NOS OMITIR

1 Sm 3. 12 – 13

Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu. 

 NÃO PODEMOS NOS OMITIR

Eli  foi Sumo sacerdote e juiz em Israel e tinha dois filhos chamados Hofni e Finéias.  Este dois filhos não tinham boa índole e não se importavam com Deus, além de não cumprirem  os regulamentos a respeito daquilo que os sacerdotes tinham o direito de exigir do povo.

Seus principais erros eram o de se apoderar de parte dos sacrifícios oferecidos ao Senhor, antecipadamente, bem como comer a carne antes que a gordura fosse queimada, demonstrando total desrespeito com as ofertas feitas e, também, dormiam com as mulheres que compareciam no templo.  Eram pessoas gananciosas, já que se prevaleciam de suas posições para aumentar seus bens e  poder. Esta forma de agir, de total pouco caso e prepotência, com as coisas de Deus, manchavam de forma inexorável todo o sacerdócio.

Eli já era muito idoso e ouvia falar a respeito de tudo aquilo que seus filhos estavam fazendo, porém não tomava uma decisão firme com vistas a resolver a questão.

Então um profeta procurou Eli e lhe trouxe uma mensagem de Deus. E esta palavra dizia que estava chegando o tempo em que aquelas coisas não iriam mais continuar. O castigo estava a caminho e era severo. Que todos os moços da família de Eli seriam mortos, que nenhum homem daquela família chegaria a ficar velho. Ele passaria por sérias  dificuldades , teria inveja das coisas excelentes que seriam dadas ao povo e, além disso,  todos da sua família morreriam jovens. E o profeta continuou dizendo a Eli que o castigo seria pesado para toda a sua família.

O que vemos aqui é que Deus colocou para Eli os erros de seus filhos, mostrou que ele não soube tratar, da forma devida, o assunto e que, em virtude disso, Ele agiria, ou seja, Eli se omitiu na solução da questão, porém Deus agiu na resolução do problema.

Deus alertou, deu a chance de Eli resolver a pendência, mas como nada acontecia, Deus, então, interveio.

O que estamos vendo aqui é uma pessoa que viveu há milhares de anos atrás, com um problema totalmente atual.

Eli não soube lidar com aquela situação. Ele precisava tomar uma decisão firme na resolução daquele problema, mas não conseguiu, e pagou um preço muito alto por esta atitude.

O problema é atual pelo simples motivo de que nós, infelizmente, muitas vezes agimos da mesma forma que Eli. Estamos vivendo uma determinada situação, que sabemos  que está totalmente errada, que conhecemos os motivos daquilo estar acontecendo, que sabemos o que precisamos fazer, mas como Eli, nos omitimos. Vamos empurrando o problema com a barriga, vamos nos acostumando com aquela situação, e o pior, não tomamos a decisão de por um fim naquilo.

O grande problema disto é o de que estas coisas tendem a acabar de uma forma muito ruim.

As vezes as questões ainda são pequenas, os problemas ainda não se avolumaram, entretanto o fato de nos omitirmos, fazem com que eles cresçam, tornem-se uma bola de neve, fiquem  fora de controle, e tudo porque no momento adequado, não fizemos aquilo que deveríamos fazer.

E por que não fazemos? O ser humano tem a tendência de não querer enfrentar as  questões que possam trazer algum desconforto para ele ou para outrem.

A título de exemplo, peguemos, por hipótese, aquele funcionário de uma determinada empresa  que vem  fazendo as suas tarefas de forma relapsa e demonstrando falta de comprometimento. A atitude a ser tomada é chamar esta pessoa para uma conversa, mostrar para ele que seu comportamento não está adequado e, em face disto, precisa mudar.

Entretanto, na grande maioria das vezes, isto não acontece. O superior prefere ir levando, esperando que ele melhore sozinho, o que não acontecerá, até o dia que a situação fica insustentável e o remédio passa a ser  o pior possível, demissão,  ou seja, um problema muito maior foi criado e poderia ser resolvido com uma conversa amistosa. Isto acontece em diversas áreas da nossa vida, no plano sentimental, na família, com os filhos, com os amigos, no trabalho, e por aí vai.

Infelizmente, em determinados momentos de nossa vida, precisamos tomar algumas atitudes que não gostaríamos. Faz parte do contexto da vida. Em tudo existe o ônus e o bônus. Não dá para chefiarmos  um departamento e não vivermos momentos em que precisamos nos posicionar. Não dá para  mantermos  um relacionamento sem honestidade e, honestidade, implica em dizer de forma clara aquilo que  não concordamos  e não gostamos. Não dá para criar um filho sem repreendê-lo. Existem  momentos em precisamos exercer a nossa autoridade. Não dá para exercermos um cargo de liderança sendo “bonzinho” com todo mundo.

Eli se omitiu, não tomou as decisões necessárias e deu no que deu. Nós não podemos  ver o problema e achar que ele desaparecerá por encanto.

O que precisamos entender é que quando erramos por desconhecimento, ignorância as conseqüências podem não ser tão ruins, porém quando nos omitimos, estamos sendo coniventes com uma situação irregular, ou seja, estamos totalmente a par da situação, e, neste caso, as conseqüências serão muito mais severas.

Por isto não podemos ignorar aquilo que está diante de nós, que estamos vendo, precisamos ter a coragem de tomar a atitude necessária e acertar as coisas. Pense nisso e deixe o seu comentário

Por:Marcio Motta

Cadastre-se e receba os artigos do Blog em seu email

Você também pode ver os posts relacionados:

Comments

Rick Labatt

Thank you for writing on this topic with such flair. You’re writing in this area is fantastic and interesting. I will share with my husband.

Leave a comment

name*

email* (not published)

website