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NÃO DEVEMOS DISCRIMINAR AS PESSOAS

Tiago 2. 2 – 4

Porque, se entrar na vossa reunião algum homem com anel de ouro no dedo e com traje esplêndido, e entrar também algum pobre com traje sórdido. E atentardes para o que  vem com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: Fica em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés, não fazeis, por ventura, distinção entre vós mesmos e não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos?

 NÃO DEVEMOS DISCRIMINAR AS PESSOAS

Há um mês, aproximadamente, fiz um viajem  para tomar parte em  um evento que reuniu milhares de pessoas vindas de todas as partes do país e, como não podia deixar de ser, tendo em vista o número de participantes existia gente de todas as camadas sociais. Num determinado dia as pessoas pertencentes ao nosso grupo resolveram fazer um passeio pela cidade  e quando retornamos ao hotel  um fato que  com certeza passou despercebido pelos demais, a mim chamou a atenção.

Para que todos entendam o que estamos relatando se faz necessário dizer que o hotel onde estávamos hospedados era muito bom, até com  um certo requinte e utilizado por empresários, profissionais liberais, ou seja, por gente com um poder aquisitivo de médio para alto.

Mas voltando ao final de nosso passeio, quando descemos do ônibus que tinha nos levado e nos dirigíamos ao hall do hotel, num determinado momento  reparei em um segurança que olhava de forma muito atenta para o nosso grupo e mais, a sua atenção estava voltada para uma única pessoa a ponto de ir seguindo-a com o olhar por alguns segundos. Pensei, inclusive, que iria abordá-la, entretanto, felizmente, isto não aconteceu e entramos.  E que pessoa era aquela  que chamou tanto a atenção daquele homem?  A resposta  de repente ficou muito clara para mim.  Esta pessoa era a mais humilde do grupo.

Isto mesmo, com tanta gente saindo do ônibus aquele funcionário do hotel conseguiu ver alguém que, dentro dos parâmetros que foram passados para ele, não deveria fazer parte  do grupo de  hóspedes daquele hotel. Afinal, vestido daquela forma, com certeza, tratava-se de alguém que não poderia estar ali. Continue lendo o texto…