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A VERDADEIRA PROSPERIDADE

Salmos 73. 3 – 5

Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. 

a verdadeira prosperidade

O Salmo setenta e três   foi escrito Asafe, que era líder de um dos grupos de levitas que dirigiam os cultos de adoração no Templo, no reinado de Davi.

E ele começa dizendo que Deus é bom para o povo de Israel, e além disso, é bondoso , também, para aqueles que possuem um coração puro.

De repente, saindo completamente do contexto inicial daquilo que estava escrevendo, ele mostra toda a sua decepção com aquilo que estava vendo, ou seja, como as coisas estavam correndo bem para as pessoas que não possuíam pureza em seus corações, além de serem de índole ruim.

A decepção é tão grande, que ele confessa a sua inveja destas pessoas que, apesar de toda a sua maldade e prepotência,  não possuem preocupações, são fortes, possuem muito boa saúde. Chega a dizer que estas pessoas não são afligidas pelo sofrimento, como àquelas que possuem justiça em seus corações.

Por este motivo, isto é, pelo fato de viverem em prosperidade e nada acontecer com eles, vivem cheios de orgulho e soberba e com os seus corações tomados pela maldade e violência. Em vista disto, vivem tramando coisas ruins, explorando as pessoas, e não possuem o menor receio de agir desta maneira.

Acham-se acima do bem e do mal, não possuem o menor temor a Deus e acham-se em condições de assumir posições de comando.

Tendo em vista nada ocorrer com eles, o que acaba acontecendo é que os justos  deixam-se  levar e começam a crer que viver desta forma não tem o menor problema, e começam a acreditar  em suas palavras, pois aquilo que vêem não deixa a menor dúvida, qual seja,  as pessoas ruins prosperando e ficando cada vez mais ricas.

E então, acontece o pior,  aqueles que testemunham tudo isto,  começam a questionar se vale a pena agir com honestidade, procurar não pecar, ser bondoso e temer a Deus.

Asafe estava sentindo tudo isto e coloca neste texto toda a sua frustração. A pergunta é: Quantos de nós já nos sentimos assim? A grande verdade é que este Salmo retrata, com toda  fidelidade, a maneira como muitos de nós nos portamos ao ver a prosperidade daqueles que não seguem a Deus, que não se comportam de forma correta, que vivem fazendo maldade, que vivem ludibriando as pessoas, que são desonestas, que não demonstram nenhum temor ao Senhor.

Agimos da mesma forma que Asafe. Ficamos frustrados, decepcionados, desiludidos, começamos a nos perguntar se vale à pena continuar a nossa caminhada com Deus, que isto não é justo e mais um caminhão de sentimentos que, quase sempre, vão desembocar num afastamento de Deus.

Entretanto, novamente Asafe dá uma guinada em seus pensamentos. No versículo dezessete, ele diz que ao entrar no Templo consegue entender o que acontecerá com estas pessoas, no final.

Ele consegue enxergar que Deus jamais poderia compactuar com esta forma de viver e que os maus serão punidos por estas atitudes. Que esta pretensa prosperidade momentânea terá um fim e estas pessoas serão destruídas.

Realmente é muito difícil para qualquer um de nós, de repente, estar passando por um momento de grande dificuldade e, ao mesmo tempo, testemunhar o sucesso ou a prosperidade de pessoas ruins, desonestas, que vivem de uma forma completamente em desacordo com preceitos de Deus, enquanto nós estamos fazendo todo um esforço para andar de forma correta.

O que Asafe percebeu, ao entrar no Templo, é que estas pessoas depositam todas as suas esperanças, alegrias e segurança nas suas riquezas. Eles, verdadeiramente, não possuem nada, por isto vivem na busca da prosperidade a qualquer custo. Na realidade eles vivem num mundo imaginário, crendo que, enquanto tiverem bens e dinheiro, estarão livres e serão felizes.

Por isto, não permita que o ilusório sucesso destas pessoas venha afastar você dos caminhos do Senhor. Se o dinheiro e as posses fossem, realmente, o caminho da felicidade, não existiriam pessoas, nestas condições,  depressivas, infelizes, sozinhas, vazias e completamente doentes.

Este Salmo mostra como a prosperidade dos descrentes incomoda de forma latente os cristãos que procuram levar uma vida digna, porém, mostra, também, que somente o perfeito entendimento da natureza e autoridade de Deus é capaz de fazer com que nos coloquemos na posição correta e caminhemos da direção certa.

Finalizando, não podemos esquecer que a verdadeira felicidade e esperança não estão alicerçadas na quantidade de bens que possuímos e sim em Deus. Tudo começa e termina Nele. Podemos até desfrutar das riquezas materiais, não há nada de errado nisto, entretanto, não podemos ter a ilusão de  que os bens e as posses podem preencher o vazio que ficaria, caso deixemos a nossa verdadeira herança, o Senhor.

Por:Marcio Motta

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