O PODER DAS PALAVRAS
Provérbios 10.19 – Na multidão de palavras não falta transgressão; mas o que refreia os seus lábios é prudente.
Já publicamos um artigo chamado “A Palavra Falada”, onde abordamos o cuidado que devemos ter com as coisas que dizemos às pessoas. Continuado dentro deste tema, tentaremos, neste texto, mostrar como o ser humano se comporta, no que diz respeito ao uso de suas palavras.
Para nos ajudar neste desafio, utilizaremos o Livro de Provérbios, que nos mostra de forma muito clara os diferentes usos das palavras, pelas pessoas, onde ficam explícitas as formas que devemos utilizar e aquelas que devemos evitar.
Provérbios 11.12 – 13 – O que despreza o seu próximo carece de entendimento, mas o homem entendido se mantém calado. O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito o mantém em oculto.
Provérbios 6.12 – 14 – O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida. Acena com os olhos, fala com os pés e faz sinais com os dedos. Há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.
O versículo tema faz um contraste muito claro entre as pessoas que falam em demasia e aquelas que procuram se controlar evitando se exceder nas palavras, mostrando-nos que os primeiros, de tanto falar, acabam ficando mais próximos do pecado, enquanto que os outros ao controlar a sua língua estão demonstrando ter muito mais sabedoria.
Já o outro versículo, além de reforçar o contido no anterior, no que diz respeito ao fato de que aquele que fala pouco é prudente, vai um pouco mais longe, mostrando que aquele que fala muito acaba, ao se exceder, tratando os outros com desprezo e se tornando um pessoa dada à fofoca, ao mexerico.
O que acontece é que existem pessoas que falam o tempo todo, que numa roda de amigos se tornam os donos da palavra, ou seja, são pessoas que gostam muito de falar e pouco de ouvir. Esse padrão de comportamento acaba levando-as a se exporem, a falar o que não devem, a falar bobagem, a dar opiniões equivocadas, a se meterem em assuntos que não lhes dizem respeito e acabam se tornando inconvenientes, mal-educadas, fofoqueiras, isto é, totalmente imprudentes. Este tipo de forma de se comportar é totalmente equivocado e deve ser evitado, pois não prejudica somente o outro, faz muito mal à própria pessoa.
Entretanto, é oportuno que coloquemos que dentre as pessoas com este perfil, existem aquelas que se comportam assim por impulso, isto é, falam tanto que acabam dizendo coisas sem raciocinar, porém existem outras que não agem na emoção, pelo contrário, se comportam de forma muito racional, conforme o contido no terceiro versículo. São aquelas que estão com seus corações endurecidos, cheio de motivações equivocadas, cheio de maldade, agem de forma deliberada visando distorcer aquilo que é correto, a verdade, buscam desagregar qualquer ambiente saudável, usando de atitudes enganadoras e mesquinhas. Infelizmente esta é a grande verdade, elas existem e ficam o tempo todo pregando a discórdia, a confusão, a mentira, a fofoca de forma proposital e vivem do prazer de ver ambientes saudáveis se desmantelarem, seja no trabalho, na escola, na roda de amigos, na igreja, enfim, em todos os lugares.
O que estamos vendo, de uma forma cristalina, é que as palavras podem ser utilizadas para destruir e para edificar. Infelizmente, como em todos os setores da vida, destruir é muito mais fácil do que construir algo e isto acaba levando a um lugar comum, de todos nós sermos muito mais criticados do que elogiados, este é o padrão.
E isto nos arremete a outra conclusão muito clara, qual seja, a de que qualquer pessoa com quem falamos representa um momento de escolha. Podemos escolher abençoar esta pessoa ouvindo-a, tendo paciência, dando bons conselhos ou podemos escolher caminhar em outro sentido, que seria o de não ouvir, não ter paciência, pregar coisas ruins. Assim também acontece em qualquer comunidade onde estamos inseridos, podemos optar em ser um agente agregador ou um desagregador.
O certo é que aquilo que dissermos, em qualquer situação, fará grande diferença na vida de qualquer ser humano ou em qualquer grupo ao qual pertençamos.
Podemos ser agentes de destruição ou forças poderosas de edificação, pois as palavras possuem muito poder e, como dissemos no outro artigo, depois de lançadas não tem mais volta.

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